Placar para condenação de Jair Bolsonaro e aliados está 2×1. Cármen Lúcia pode ter voto definitivo
Diferente do ministro Luiz Fux, que votou nessa quarta-feira (10/9), a ministra Cármen Lúcia já foi interrompida algumas vezes durante a sua fala. Em interrupção à magistrada, Alexandre de Moraes afirmou que “a organização criminosa, liderada por Jair Bolsonaro, tentou simplesmente se apoderar do Estado.”
“Eles tinham o discurso de desnaturar a questão democrática no sentido de deslegitimar as urnas, fraude eleição, jogar o povo contra o judiciário, jogar o povo contra a justiça eleitoral, com dois objetivos claros, que são exatamente os objetivos que não alcançaram. Mas fizeram atos executórios e consumar os crimes, calar o poder judiciário para acabar com o sistema de freios de contrapeso, em especial o Supremo Tribunal Federal e o Tribunal Superior Eleitoral, e se perpetuar no poder, independentemente de eleições”, disse o ministro.
A Primeira Turma do STF retomou o julgamento às 14h22. Ministra Cármen Lúcia tem voto que pode ser decisivo no placar de 2 a 1 pela condenação dos réus.
O voto da ministra Cármen Lúcia inicia a sessão desta quinta, e será seguida do presidente da Primeira Turma, Cristiano Zanin.
Enquanto Fux vetou intervenções em seu voto, espera-se que Cármen faça ponderações sobre a posição divergente do colega. Alexandre de Moraes e Flávio Dino votaram a favor da condenação de todos os acusados, enquanto Luiz Fux divergiu e absolveu a maior parte dos réus, inclusive Bolsonaro.








