Após suspensão, Jimmy Kimmel volta à TV e faz defesa emocionada da liberdade de expressão

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O apresentador de TV Jimmy Kimmel — Foto: Randy Holmes/ABC/Divulgação

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24/09/2025 09h13  Atualizado 24/09/2025 09h34

Apresentador retorna ao comando de programa que leva seu nome, na emissora ABC, em episódio com participação surpresa de Robert de Niro

O apresentador Jimmy Kimmel, um dos nomes mais conhecidos da televisão americana, voltou ao comando do programa noturno “Jimmy Kimmel Live!”, na última terça-feira (23). Foi a primeira aparição do profissional após a rede ABC, que pertence ao grupo Disney, suspender a atração por tempo indeterminado na semana passada. 

A decisão da emissora aconteceu depois que duas grandes empresas de comunicação, a Nexstar Media Group e a Sinclair Broadcast Group — que controlam afiliadas da ABC em várias cidades dos Estados Unidos —, se recusaram a transmitir o programa. O motivo foi uma piada de Kimmel sobre o suspeito do assassinato de Charlie Kirk, um influente ativista conservador. Mesmo após a Disney reverter a suspensão, as afiliadas mantiveram o veto ao programa. 

Manifestantes protestam pela taxação dos super-ricos e contra tarifas de Trump

Protesto tinha sido convocado inicialmente com os temas da taxação dos super-ricos, da crítica ao Congresso — Foto: Edilson Dantas / O Globo
Manifestantes também levaram cartazes com críticas ao Congresso — Foto: Edilson Dantas / O Globo

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Manifestantes fizeram protesto na Avenida Paulista, em São Paulo — Foto: : Edilson Dantas / O Globo

Ato organizado por movimentos de esquerda foi realizado na Avenida Paulista

Durante seu monólogo na noite do dia 15 de setembro, Kimmel disse que o MAGA (referência ao movimento pró-Trump Make America Great Again) estava tentando tirar proveito político da morte de Kirk. O ativista ultraconservador foi baleado e morto no dia 10 de setembro, durante um debate na Universidade do Vale de Utah. Três dias depois, as autoridades anunciaram a prisão do suspeito pelo crime. “Chegamos a novos patamares de baixaria no fim de semana, com a gangue MAGA tentando retratar esse garoto que matou o Charlie Kirk como qualquer coisa que não seja um dos deles”, ironizou Kimmel. 

Retorno à TV

Na volta ao ar, Jimmy Kimmel foi recebido com aplausos de pé e gritos de “Jimmy”. Ele brincou logo no início: “Quem teve 48 horas mais estranhas, eu ou o presidente da Tylenol?”  

Kimmel frisou que nunca foi sua intenção debochar da morte de um jovem, referindo-se a Charlie Kirk, e se desculpou se seu comentário soou “inoportuno ou confuso”. Ele destacou que o crime foi cometido por “um homem doente que acreditava que a violência era uma solução”. 

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Em tom crítico, disse que sua suspensão representou um ataque à liberdade de expressão: “Nosso governo não pode controlar o que dizemos ou deixamos de dizer na televisão. Isso não é legal, não é americano. É antiamericano.” 

O apresentador Jimmy Kimmel volta a apresentar seu programa, após suspensão por pressão da Casa Branca — Foto: Reprodução / redes sociais
O apresentador Jimmy Kimmel volta a apresentar seu programa, após suspensão por pressão da Casa Branca — Foto: Reprodução / redes sociais

Ele também mencionou a pressão do ex-presidente Donald Trump, que teria incentivado a demissão de Kimmel e de sua equipe. Segundo o apresentador, Trump chegou a dizer que gostaria de ver outros colegas, como Jimmy Fallon e Seth Meyers, fora do ar. 

De forma irônica, Kimmel contou que havia apenas uma condição para seu retorno: ler uma nota da Disney. O texto, na verdade, era um guia sobre como reativar contas do Disney+ e do Hulu — plataformas de streaming que perderam assinantes em protesto contra a suspensão.